
Dino Priante ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )
Exame de admissão ao ginásio, instituído em 1931 perdurou até o ano de 1971, era o fio da navalha, para os alunos que terminavam o curso primário, que tinha a duração de cinco anos. Terminado o curso primário, se fazia a prova de admissão, para ter acesso ao curso ginasial. Quero lembrar que no curso primário, além das provas finais escritas, tínhamos as provas orais.Ficava-se “teti-a–teti” com a professora, e de dentro de uma sacola de pano, era sorteado o assunto que iríamos responder.
Imaginem essa responsabilidade para crianças de 10 a 12 anos, era como se fosse o vestibular de hoje. Sou da quarta turma do Ginásio São José em nossa querida Óbidos, naquela época, as provas saiam aqui de Belém de baixo dos braços do Professor Chuva, que era um educador da SEDUC. Chegava a Óbidos pelas asas dos aviões da Panair do Brasil, sempre a véspera das provas hospedava-se no Hotel Braz Bello, e lá ficava trancafiado. A realização das mesmas era no Colégio São José, tinham questões de Português, Matemática, Geografia e História, nota mínima para passar era cinqüenta, o número de questões girava em torno de quarenta.
Essas provas voltavam aqui para Belém, sempre com o Prof. Chuva. Após a correção, eram devolvidas para Óbidos, e o colégio divulgava a lista dos aprovados e suas respectivas notas.
Um das poucas coisas que me arrependo em minha vida, foi quando terminei o primário, falei para minha mãe, que
não iria fazer a prova de admissão naquele ano, não me encontrava preparado para passar, mas deveria ter pelo menos tentado, e nem isso fiz. Era muito novo, tinha 10 para 11 anos. Conclusão, passei o ano todo fazendo uma espécie de cursinho, que era ministrado no São Francisco pelas professoras: Ana Maria Tavares (Português e Geografia) e Maria Lúcia Brito (Matemática e História). No final do ano, fiz a prova e fui cursar o ginásio.
No ginásio, havia poucos professores graduados para ministrar as matérias, em compensação tínhamos professores de matemática como a Profª. Lúcia Brito, Frei Rodolfo, Português: Arlena Amaral, Ana Maria e Maria José Tavares, Geografia: Marilda Yara, Desenho: Douglas Cohen e outros que se esforçavam e conseguiam dar boas aulas.
Concluído o ginásio, venho para Belém, tive que fazer a prova de seleção, para conseguir uma vaga na Escola Pública, no meu caso, para o querido Colégio “Augusto Meira”, havia sido inaugurado há pouco tempo, era o colégio do momento, para cursar o cientifico, Ciência Biológicas. De nossa turma todos que fizeram, tiveram êxito.
Finalizado o científico e já trabalhando, fiz vestibular de exatas, para engenharia civil. Após cinco anos e meio, sempre trabalhando,concluí o curso de engenharia civil na UFPA.
Há três anos resolvi voltar aos bancos da escola, tive que fazer o vestibulinho, para ingressar na faculdade de Direito, daqui a um ano, terei que fazer a prova da OAB, para poder exercer a advocacia, é mais um desafio em minha carreira estudantil, espero superar mais essa barreira.
Não sei se essas provas mediam ou medem a capacidade dos alunos, porque o admissão e a prova de seleção, não existem mais, o importante é o Brasil, melhorar o ensino em todos os níveis, para formar bons profissionais.
Não entendo porque as grades curriculares não são uniformes, para todos os graus escolares, principalmente hoje como o ENEN que é nacional, OAB que também é nacional, tem as provas para residência médica, onde o estudante do Norte leva desvantagem com os alunos do Sul e Sudeste do Brasil.
Espero que um dia o Brasil remunere e prepare melhor os nossos professores e estimulem nossos alunos para termos bons profissionais, para o engrandecimento de nossa Nação.
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Data / Hora:
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30/01/2012 03:56:13
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Nome:
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José Maria Azevedo
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E-mail:
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j.maria2007@hotmail.com
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Cidade:
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Fortaleza - CE.
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Comentário:
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Olá querido irmão Dino Priante, a sua narrativa faz nos lembrar muito bem o sistema educacional de nossa época em Óbidos.
Tenho certeza que as dificuldades que eram impostas em nossas passadas como estudantes, só fizeram nos engrandecer, a prova maior que temos em tela, é a grande quantidade de profissionais formados com muito sucesso e que foram testados por aquele método de educação. Irmão, parabéns pela matéria.
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Data / Hora:
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26/01/2012 10:17:33
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Nome:
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Reinaldo Martins
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E-mail:
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rlsmartins@hotmail.com
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Cidade:
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Belém-PA
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Comentário:
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Prezado amigo Milongueiro, que bom relembrar os tempos de estudante na nossa querida Óbidos. Fiz o primário no José Veríssimo, o ginásio no São Francisco e São José, sendo aprovado no exame de admissão para estudar em Belém no excelente colégio Augusto Meira, inclusive estudamos junto e me lembro que vínhamos algumas vezes a pé do Augusto Meira até a praça da República comendo manga pelo caminho porque a grana era curta e morávamos próximos. Assim também como você voltei a estudar e no final do ano que vem estarei me formando em Direito. Que os nossos gestores públicos olhem com mais carinho para a educação no nosso Brasil. Grandes recordações.
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Data / Hora:
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25/01/2012 11:23:10
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Nome:
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chiquinho
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E-mail:
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francisco.farias60@yahoo.com.br
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Cidade:
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Garanhuns-PE
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Comentário:
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Caro Dino, estava viajando em férias e não havia aberto o chupaosso, que bom comentário, veja só o senador Cristovão Buarque apresentou um projeto de lei que seja obrigatório os filho de agentes públicos estudem em escolas públicas, alguém tem de fazer alguma coisa pela educação, pois em nossa Óbidos fomos bem preparados, e o exame de admissão era muito importante.
saudações
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Data / Hora:
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25/01/2012 01:14:28
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Nome:
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João Canto
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E-mail:
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jjfcanto@gmail.com
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Cidade:
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Belém - Pará
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Comentário:
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Com certeza Dino, quando os governantes tratarem de educação como prioridade (não só no discurso), proporcionarem condições efetivas nas escolas (tem “escolas” que não tem a mínima condição de ter aulas, principalmente no ensino básico que é a raiz da questão) e valorizarem realmente o professor, ai com certeza a educação brasileira poderá melhorar e muito. Excelente lembrança!
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