SEX18052012

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PORQUE NÃO TENTAR?

Jorge Ary Ferreira

Era dezembro de 1974. Minha mãe e meus cinco irmãos já estavam em Santarém ajudando minha querida avó a embalar sua mudança, pois embarcaria, no dia 27 do mesmo mês, em caráter definitivo, para Belém-Pa.

Eu, ainda moleque, permanecia em Óbidos na companhia de meu pai, desfrutando os últimos dias na minha querida Cidade-Presépio. Na cabeça daquele moleque existia uma confusão sem tamanho, pois meu pai queria que eu estudasse, meu avô sonhava em ver-me trajando a farda da Marinha do Brasil e eu só pensava na decisão do campeonato obidense que, atrasado, só aconteceria em janeiro de 1975.

O Mariano era um timaço: De Monte, Luiz Canela, Valdelino, Negão e Paulinho Pirão; Viola, Luiz Carlos e Crízio; Merunga, Celson e Bicho. O time do Santos também era uma “máquina”: Paulo Cardoso, Cutite, Cacão, Barata e Cubiu; Zé Pitiu, Cobra e Pacu; Roja, Leme e Maniva. Porém, infelizmente, o martelo já tinha sido batido e eu não poderia ver o jogo final.

- Chegou a hora de pensar na vida... Precisas estudar! Disse meu pai.

E foi assim que a minha infância teve fim.   Viajamos, eu e meu pai, na véspera do natal, para participarmos da ceia em família. Até ai tudo bem, mas no dia 26 de dezembro eu recebi o meu pior presente de natal: Assisti o Barco Motor “Rio Idequel” se afastar do porto de Santarém, na frente do Bar Mascote, levando meu pai, minha mãe e meus irmãos. E pela primeira vez na vida eu fui obrigado a chorar pra dentro. Não conheço dor maior!

Chorei calado, porque se alguém percebesse minha tristeza poderia ser muito pior e, além da frustração, eu ainda teria que ouvir os mesmos argumentos – todos carregados de razão:

- Todo jovem precisa estudar. Isso é indispensável para a vida...

E eu me perguntava:

- Por que não na minha terra?...

É claro que eu já sabia a resposta, afinal, todos sabiam que o estudo era “fraco”.

Para mim sobraram as lágrimas. Confesso que não sei onde as encontrei com tanta abundância, naquela noite. Chorei até cansar!

No dia seguinte o moleque foi-se, no navio Leopoldo Peres, curtindo a beleza da viagem na primeira classe. Curioso, resolveu “abelhudar” a bagunça generalizada que existia na terceira classe, onde observou gaiolas de patos por cima de paneiros com farinha, caixas com mangas, muitas redes e imundice pra todo lado. A única coisa boa daquele setor era o papo animado.

A viagem foi ótima. O navio apontou às 19 horas do dia 31/12/74 em frente a Belém. Assim, pude ver pela primeira vez na vida uma enorme quantidade de foguete estourando para todos os lados. Pouco entendia sobre festas de réveillon, pois no meu mundo, em Óbidos, a notícia era apensa sobre a existência de um baile onde se ouvia a meia-noite, a execução do Hino Nacional.

Os primeiros meses longe de casa foram difíceis, agravado por uma notícia que li no jornal “A Província do Pará”: Santos – o novo Campeão Obidense! Eu sempre chorava e esperava a noite de sexta-feira chegar para ligar o rádio na PRC-5 - Rádio Clube do Pará, através do qual curtia o programa do “Regatão” por saber que naquele momento minha família também o ouvia no sítio “Retiro da Fonte". Era fácil imaginar os comentários do meu pai com relação às brincadeiras do programa e esse era o meu jeito de matar a saudade. Depois, desligava o rádio e ouvia os sambas divinamente executados na casa de Show “Renasci”, que fazia fundos com o quintal da casa do meu avô.

E assim se passaram 16 anos da minha vida. Com certeza valeu a pena, apesar da ferida nunca ter cicatrizado. Longe de casa cai, levantei, bati, apanhei, tropecei e me aprumei. Enfim, varei!

A Belém, cidade que adoro, só tenho a agradecer. Hoje sou devoto de Nossa Senhora de Nazaré, me alegro e sofro com o meu querido Papão da Curuzu e adoro as tardes de sábado do Bar do Gilson. De coração, eu sou grato a tudo que Belém me proporcionou e tenho consciência que devo muito a essa terra. Recordo, com saudade, as noites do Rancho, o fim de noite no Ver o Peso, o Bar do Parque, as madrugadas no Lapinha e agradeço a cada meretriz que comigo dançou na juventude da minha vida.

Trinta e sete anos se passaram e o estudo na minha querida Óbidos continua fraco. Precisarei, por isso, assistir um barco partir levando minha filha de 12 anos para adquirir conhecimentos que lhe permitam disputar um espaço no mercado de trabalho, hoje tão competitivo e mais técnico.

Confesso que por essa eu não esperava - repetir o mesmo drama, com o papel invertido, pois hoje estou chorando as lágrimas que chorou meu pai. Gostaria muito que ele tivesse explicado como é a dor deste lado, pois até o presente momento só encontrei a mesma saída: chorar...

Sei que minha filha estará em boas mãos, porque os tios e primos que a acolherão, são maravilhoso. Porém, sinceramente, não sei como me comportarei olhando para sua cama vazia, sem suas gargalhadas, sem o seu cheiro e peço-lhe desculpas por não poder fazer diferente.

A única coisa que eu sei é que esse é o preço que pagamos por ter escolhido Óbidos para viver.

Por minhas filhas já não posso fazer grande coisa e, infelizmente, também tenho que bater o mesmo martelo, embora sabendo que essa é uma forma de punir praticando o bem.

Pelos meus netos e por todos os obidenses da próxima geração, eu tentarei dar o direito de viver a juventude na companhia de seus pais. Para isso, VOTAREI SIM PELA DIVISÃO DO ESTADO DO MEU PARÁ e sei que muitos vão me perguntar:

- Jorjão, e o que isso vai resolver?

Eu responderei:

- Vão todos para a puta que os pariu!...  Se pior não ficará, POR QUE NÃO TENTAR?

Jorge Ary de A. Ferreira

Óbidos Pa.


COMENTÁRIO ENVIADO POR E-MAIL

Data/Hora: 30/11/ 2011 - 19:28

Nome: Ary Ferreira Jr

E-Mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Cidade : Belém - Pará

Comentário:

Caro amigo Dino,

Comparar a história de vida de sua família – imigrantes da Itália com a realidade dura de todos nós – obidenses, que deixamos nossos lares, sem nenhuma escolha para que tenhamos acesso a escada sócio-cultural, não nos permite parâmetros.

Discordo quando você cita que o mapeamento possa estar errado e não houve consulta ao povo. A consulta está sendo feita agora, senão, não sairíamos do processo de discussão. Temos um mapeamento que nos permite dizer que todos os possíveis territórios geo-políticos, serão e terão distintas potencialidades que podemos analisar:

1 – Tapajós: 74% de sua área preservada em lei ambiental, sendo o estado MAIS VERDE DO BRASIL. Teremos um apelo totalmente diferenciado, considerando que temos como explorar de maneira racional e adequado essa particularidade, nossas riquezas minerais, a bacia pesqueira da nossa região, produção de carne bovina, farinha e derivados da mandioca, etc., etc. e etc... (infra-estrutura toda por ser construída);

2 – O Carajás com 36% de sua área também preservada, no mesmo modelo da área determinada ao Tapajós, com potencialidades minerais e pecuários imensas pra serem cuidadas pela nova unidade federativa. Riquezas essas que dispensam comentários. (infra-estrutura toda a ser construída)

3 – Pará, com a região determinado para os novos limites, constituídos de municípios que possuem infra-estruturas de acesso e internos absolutamente avançadas (quando comparados aos municípios que soçobram neste modelo atual de administração) com rodovias em excelente estado de pavimentação e conservação e acessos ao município de Belém (referência sócio-cultural do Pará) de maneira segura, rápida e com um PIB e rendas que permitem o desenvolvimento de maneira segura sem o contraditório da necessidade de investimentos nas regiões que ora clamam por desmembrar-se.

Desta feita, comparar-nos com o Piauí...? No mínimo podemos considerar que vendamos os olhos a uma reestruturação interessante pra todos e castramos a oportunidade de gerirmos nossas peculiaridades sem os revezes dos caprichos políticos de nossos caciques. Falando de Óbidos, como centro do interesse de discussão, lembra-se de qual foi o último governador a nos visitar? Pasme, mas foi o atual governador, Simão Jatene, quando prometeu usar saia se não asfaltasse a PA 254 na CAMPANHA DE SEU GOVERNO PASSADO. Você sabe quantos votos o atual “chefe do não”- Dep. Zenaldo Coutinho obteve na última eleição em nosso município? Pasme, mas 384 e, seria muito interessante alguém perguntar a ele como é o nome da principal rua de Óbidos... Gostaria de ouvir sua resposta... Somos “curral eleitoral”, querido...

Pessoalizamos essa campanha com o apelo emocional do sentimentalismo. Não falamos mais na condição geo-política, social e econômica que realmente são vetores importantes nesse processo de decisão. Apenas vejo pessoas – a quem interessa, lógico, atiçarem o sentimentalismo do povo paraense com comparações esdrúxulas como se fôssemos dividir um pão e as novas propostas administrativas estivessem COMENDO a maior fatia ou o confeito deste pão.

Dino, você nasceu em uma cidade que construiu uma história belíssima no cenário nacional com a participação bravia em diversos episódios importantíssimos de nossa Nação... Embrenhe-se na luta, companheiro! Vibre com a possibilidade de novas oportunidades e mudanças no bem-comum... Orgulhe-se de, no futuro, sentar-se com seus descendentes e contar-lhes que participou, ativamente, e foi divisor de águas, de tempos, de esperança e mastro de solidariedade de um povo que uníssono, clama por mudanças...!

A reflexão, amigo, é a arma mais poderosa que o homem possui para dirimir essa guerra entre os lóbulos direito e esquerdo de nossos cérebros (racional e emocional). Vamos pro racional.

Contamos com o seu voto...! Precisamos do seu voto...!


 


COMENTÁRIOS

Data / Hora:
06/12/2011 05:51:14
Nome:
Jorge Luis Rodrigues Pantoja
E-mail:
pantoja934@hotmail.com
Cidade:
DESCALVADO-SP
Comentário:
olá Jorjão ! Só de termos esse plebiscito,já é um avanço,pois no mínimo nosso povo,vai ter a oportunidade de demonstrar através do voto,todo o seu descontentamento,com as décadas de abandono á que nossa região sempre foi submetida,e espero em DEUS,que apartir daí,olhem com mais respeito á toda a região,e dando condições de vida de um modo geral, melhor á todos.Mais gostei do final de seu comentário. Forte abraço. Pantoja
Data / Hora:
01/12/2011 04:52:22
Nome:
José Maria Azevedo
E-mail:
j.maria207@hotmail.com
Cidade:
Fortaleza - CE.
Comentário:
Irmão Jorge Ary, a tua saga, não é muito diferente da minha, só mudou as direções, que a sua foi para Belém e a minha para Manaus, você permanece até hoje em nossos querido Pará e eu depois que saí de Manaus não tive mais ninho certo. Quanto ao seu relato, estás coberto de razão. A nossa educação não era suficientemente capaz de nos segurar em nosso Torrão, emprego só se fosse para ser carregador de juta, castanha, pedreiro, olaria, padeiro, pescador etc. Não querendo menosprezar tais trabalhos porque eu fui um dos tais que trabalhei carregando juta, quebrando pedra, carregando areia e servente de pedreiro. Devido as carências na educação e de emprego, só nos restava buscar novos horizontes para que não ficássemos na mesmice. A nossa terra natal é nossa querida e amada óbidos, porém a nossa terra prometida, a sua é Belém e a minha até o momento é Fortaleza. Irmão, a sua matéria nos faz viajar no tempo e o resultado não poderia ser diferente, simplesmente fenomenal. Forte abraço.
Data / Hora:
01/12/2011 02:05:20
Nome:
Jucimar Castro
E-mail:
juma.spc@uol.com.br
Cidade:
Óbidos
Comentário:
Que pena do Jorjão. Filho de pai rico, garanto que curtiu bastante em Belém. Gostaria que alguém que passou necessidade contases sua história. Amigo, o Lula saiu de sua terra no sertão de Pernambuco e acabou PRESIDENTE. Nos Estados Unidos os filhos são quase espulsos de casa ao completarem a maioridade. Voto sim, com certeza, mas sem essa de sentimentalismo barato. Sejamos fortes e convincentes, senão ninguém acreditará em nosso futuro. Sou 77.
Data / Hora:
30/11/2011 11:43:53
Nome:
Dino Priante
E-mail:
dinopriante@ibest.com.br
Cidade:
Belém
Comentário:
Amigo Jorgão, nossas vidas de interioranos são as mesmas, eu vim para Belém com 15 anos, meu pai veio da Itália com 19 anos, nós de cidade de interior não podemos exigir o que as grandes cidades(Capitais)oferecem.Meu filho faz residência médica em São Paulo, é o maior centro médico da América Latina, mas poderia fazer aqui em Belém, mas é diferente. A Educação das escolas públicas, infelizmente são iguais, ou seja, péssimas. Mas tem um Estado muito menor que o Pará e pobre que é o Piaui, se pegares as estatísticas tem umas das melhores escolas públicas do país, isso é vontade política.A minha preocupação, nessa divisão, é que já começou errada, quando fizeram esse mapeamento, não houve uma consulta ao povo, estudos de suas viabilidades econômicas, e outra coisa quem está a frente dessa campanha, são os mesmos legisladores que fazem essas leis nocivas a sociedade, visão apenas os interesses próprios. A separação é um assunto muito sério, está em jogo quase 8 milhões de paraenses, para estarmos experimentando para ver como vai ficar. Estou torcendo para que você esteja certo, mas tenho minhas dúvidas.
Data / Hora:
30/11/2011 10:10:15
Nome:
JACIREMA SOARES
E-mail:
jacisoares@gmail.com
Cidade:
MANAUS (AM)
Comentário:
Dino, você foi muito sábio em suas colocações. Os verdadeiros desafios são aqueles vencidos com dificuldades. Talvez um mar possa ser formado com as lágrimas já derramadas por separações semelhantes a do Jorge. Mas como é proveitoso cortar esse cordão umbilical. A a dor, a lágrima e a saudade são marcas muito fortes, mas o aprendizado de buscar novos caminhos e seguir com os próprios pés é incontestável. Sobre a divisão do estado, os habitantes do desejado Carajás, também deixaram suas raizes no sul, sudeste e centro oeste do país (garanto que sem lágrimas) e hoje tentam se apoderar da terra alheia. Por fim, o desenvolvimento não depende só da proximidade com o poder, mas também da vocação da região, da seriedade dos governantes locais e do poder de cobrança dos que nela habitam. Afinal, em nossa casa só acontece aquilo que permitimos.
Data / Hora:
30/11/2011 07:46:34
Nome:
Alacid Canto
E-mail:
alacidcanto@hotmail.com
Cidade:
Belém Pa
Comentário:
É verdade!!!! Depois desse plebiscito jamais seremos os mesmos, dividindo ou não, devemos mostrar a nossa cara e irmos em frente em busca de novas conquistas. Eu voto SIM 77.
Data / Hora:
30/11/2011 06:43:14
Nome:
Aucimário Santos
E-mail:
aucimario@gmail.com
Cidade:
Belém - Pará
Comentário:
Prezado Dino, entendo que não podemos comparar nem de longe as condições que levaram seu amado pai a deixar a Itália e vir para o Brasil, com a vivenciada, pelos jovens do oeste do Pará. Também não posso aceitar a sua afirmação de que as pessoas que vivem nas capitais tem mais direitos que os que vivem no interior. Se vc não se recorda a Carta Política de 1988, consagra que todos somos iguais em direitos, deveres e obrigações. Desta forma, não consigo vislumbrar o porque de nós interioranos não termos DIREITO DE EXIGIR as mesmas coisas ou condições que os da capital, se os mesmos imposto que eles recolhem nós recolhemos, todas obrigações e deveres que eles possuem, também possuímos e só quando chega para o lado dos direitos e que nós somos inferiores àqueles. No mínimo há uma discriminação na sua visão. E claro uma violação brutal ao princípio constitucional da igualdade. Ademais, acredito que a maioria da população ainda não percebeu o que estamos vivenciando neste momento. O amigo Podalyro Neto, foi muito feliz quando disse que estamos vivendo um momento histórico. Essa é sem dúvida uma oportunidade que tão cedo não ocorrerá novamente e devemos aproveitar para promover a mudança. Necessário se faz salientar, que devemos olhar esse Momento Histórico, não com os olhos pessimistas do presente, mas com os olhos esperançosos do futuro, que é como se deve ver os grandes acontecimentos que ocorrem na sociedade e no mundo. Como parte integrante dessa engrenagem não podemos fechar nossos olhos e deixar que o bonde da história passe inerte ao nosso redor. É necessário que tomemos uma atitude para mudar o atual modelo ultrapassado e inerte que só nos escraviza e exclui, precisamos rumar novos caminhos e experimentar novas experiências. Oportunistas existem em todos os campos da atividade humana, seja na política, seja na advocacia, seja na magistratura, seja na medicina, enfim. Entretanto, não é por isso que vamos deixar de confiar nas pessoas, na sua boa intenção de transformar a realidade atual em um cenário melhor para todos. Por isso que eu como a maioria dos que postaram comentários nesse maravilhoso desabafo do amigo Jorge Ary, acreditamos que podemos sim modificar o contexto em que vivemos e estamos engajados em promover essa mudança. Por fim faço minhas as palavras do Podalyro Neto quando ele diz que passada essa consulta popular "...nunca mais seremos os mesmos". Um fraterno Abraço.
Data / Hora:
30/11/2011 06:20:19
Nome:
Sonia Silva
E-mail:
mss1976@hotmail.com
Cidade:
Manaus
Comentário:
Ei Dino, será que somente as grandes cidades tem direitos, para as cidades pequenas só restos... Vamos repensar nossos valores.
Data / Hora:
30/11/2011 05:21:42
Nome:
Rosianne picanço Teixeira
E-mail:
Anne.Teixeira@uol.com.br
Cidade:
Santarem
Comentário:
Faço minhas as palavras do nosso querido Jorjão.Tambem passei pela mesma dor de sair tao cedo da casa dos meus pais (15anos)p poder ter uma chance na profissão q tanto sonhei(médica).E hoje 18 anos depois cada vez os filhos d Óbidos tem que deixar sua terra mais cedo para tentarem um lugar ao sol.Não dá p comparar c aquele filho já formado que vai p São Paulo.por exemplo,fazer uma pos graduação,já adulto e com condições psicológicas para tal.Na realidade dó quem viveu esse drama e não esqueceu de suas raízes será capaz de entender a nossa imensa vontade de dividirmos no "papel"pois na prática já estamos dividido há muito tempo!!!
Data / Hora:
30/11/2011 04:18:25
Nome:
Adailson Ferreira Pinto
E-mail:
adailsonfp@yahoo.com.br
Cidade:
Belém
Comentário:
Caro amigo Jorgão. Eu só tenho a lhe elogiar pelo belissímo artigo. Compreendo seus sentimentos. Essa saga está com os dias contados. Quem se diz obidense ou natural de qualquer outra cidade do oeste do PARÁ vota 77 para a criação do Tapajós. Quem optar por outro número não sabe de longe a dor de deixar tudo pra trás e ter que buscar em um lugar bem distante novos horizontes. Chega de sofrimento. SIM AO TAPAJÓS É A SOLUÇÃO!
Data / Hora:
30/11/2011 03:33:21
Nome:
Alda Canto
E-mail:
a.canto@bol.com.br
Cidade:
Belém/Óbidos
Comentário:
Querido Jorge, que artigo lindo e muito convincente, mas o meu vota já estava à muito resolvido. MEU VOTO É SIM.
Data / Hora:
30/11/2011 03:31:59
Nome:
Podalyro Neto
E-mail:
podalyro@gmail.com
Cidade:
Santarém
Comentário:
Mano: Fui junto contigo no teu emocionado relato. Sei que muitos ainda não perceberam o momento histórico que estamos passando. Temos andado pelos matos, rios, cidades, vilas, enfim em todo lugar pra levar a mensagem do plebiscito. Não posso te afirmar se sairemos vencedores no plebiscito, somente posso te garantir que nunca mais seremos os mesmos.
Data / Hora:
30/11/2011 03:09:23
Nome:
Elizabeth ( LILI )
E-mail:
elizabeth_b_feitosa@hotmail.com
Cidade:
Manaus_AM
Comentário:
CONTERRÂNEO, A SUA HISTÓRIA É A MESMA DE TODOS OS FILHOS DE ÓBIDOS, UNS MIGRAM PARA BELÉM ,OUTROS PARA MANAUS.DE 9 FILHOS QUE MEU PAI EDIR CANTO TEVE, APENAS DOIS MORAM EM ÓBIDOS, ESSA E A TRISTE REALIDADE PASSANDO DE GERAÇÃO A GERAÇÃO FAÇA O QUE SEU CORAÇÃO MANDAR. EU TINHA UM DESEJO ENORME QUE REALMENTE TUDO MUDASSE, MAS, INFELIZMENTE O PROPÓSITO DESSES POLÍTICOS NÃO É A MELHORIA DAS CIDADES E SIM DELES MESMO,POIS, OS MUNICÍPIOS É O MELHOR LUGAR PARA DESENVOLVEREM SEUS VALIOSOS PATRIMÔNIOS COM DINHEIRO PÚBLICO.
Data / Hora:
29/11/2011 08:59:46
Nome:
Layse Ferreira
E-mail:
layseferreira@uol.com.br
Cidade:
Saquarema-RJ
Comentário:
Mano, Sua luta é minha luta! Quem conhece o Oeste do Pará sabe das dificuldades sofridas e sente a indiferença por parte do governo do nosso Estado (basta olhar para os lados), porém nem todos encontram forças para ir à luta. A sua dor também é minha e é de muitos obidenses que são obrigados a "esquartejar" a própria família em busca de educação e trabalho. Somos iguais, diz a Constituição Federal, mas na prática isso nunca aconteceu e pelo visto não acontecerá, infelizmente. Ultimamente tenho cantado uma música que diz assim: Eu tenho cá minhas razões Pra abandonar Esse carinho mal arrumado Naturalmente nem pensou Que o nosso amor Anda vencido e protestado Cheguei a triste conclusão Dessa união E aposentei os meus agrados Abasteceu de ingratidão Um coração Tremendamente apaixonado Minhas razões....
Data / Hora:
29/11/2011 08:48:30
Nome:
Ary Ferreira
E-mail:
aryferreira2010@hotmail.com
Cidade:
Belém-Pará
Comentário:
Jorge, Por mais uma portunidade você toca o íntimo dos teus leitores mexendo com a emoção. Seja satirizando, comparando ou relatando, suas crônicas são extremamente íntimas da individualidade de quem as lê. Neste texto, mano, você descreve, com particulares meandros, as dores internas de todos nós do Oeste do Pará e/ou cidades que, a margem do desenvolvimento ou de ações que remontem em progresso, exigem o sacrifício da partida. Parabéns pela maneira dolorida de nos fazer mais fortes nessa luta, com a lembrança adormecida em cada um de nós que precisou se ausentar. 77 dia 11...
Data / Hora:
29/11/2011 07:10:39
Nome:
Alacid Canto
E-mail:
alacidcanto@hotmail.com
Cidade:
Belém
Comentário:
Meu Amigo JORGE seu texto é para uma profunda reflexão , eu e maus irmãos, ombreados com nosso Amigo e Irmão Zé Raimundo, também tivemos que buscar novos horizontes...por isso eu digo SIM 77, o meu voto não é só para dividir simplesmente as terras do Pará, como também, para que possamos ter um outro olhar sobre nossa região. Eu voto SIM 77!!!! belo texto!!!!
Data / Hora:
29/11/2011 01:36:12
Nome:
Otávio Figueira
E-mail:
otavioxapury@uol.com.br
Cidade:
Manaus
Comentário:
Caro Jorge, a sua história é a minha história e a de vários conterrâneos.Gostaria de recomendar a leitura do artigo de Roberto Pompeu de Toledo publicado na revista Veja desta semana com o título " Caro amigo paraense". Como nasci no oeste do Pará (Óbidos) e, quem a conhece, sabe que é a região mais desprezada pelas autoridades que residem em Belém. Portanto, sou favorável a partição do estado. Infelizmente para nós incluíram também Carajás, por isso, a meu ver, o não poderá vencer. Mas continuo afirmando: para o oeste do Pará, onde o progresso passa ao largo do tempo, seria a melhor opção a criação do Tapajós, pois pior do que está não vai ficar! O tempo dirá! Parabéns pelo artigo!
Data / Hora:
28/11/2011 09:21:35
Nome:
WAMICO CARVALHO
E-mail:
www.wvcarvalho@sefa.pa.gov.
Cidade:
Santarem-Pa.
Comentário:
PARABENS Jorge! Seu texto é a sinceridade dos que fizeram esta caminhada.,, Desde o advento da LEI CANDIR, o nosso QUERIDO PARA. lamentavelmente perdeu a capacidade de IVESTIMENTO. Em todas as áreas e recantos deste grandioso Estado. VOTO SIM À DIVISÃO, por nos dar um alento de um porvir melhor. Um abraço.
Data / Hora:
28/11/2011 08:27:05
Nome:
Melinda Savino
E-mail:
melsavino@yahoo.com.br
Cidade:
Óbidos
Comentário:
Jorge, sei muito bem como é esse sentimento de partida. Sei também que farei o possível para não ver meus filhos partindo de Óbidos, cidade que mais uma vez escolhi para viver com a minha família. Por isso e muito mais, votarei pelo SIM!
Data / Hora:
28/11/2011 07:11:50
Nome:
Guilherme Taré
E-mail:
guilhermetare@gmail.com
Cidade:
Santarém
Comentário:
Caro Amigo e Parceiro Jorge Ari carinhosamente "Jorjão". Em primeiro lugar fico feliz pelo posicionamento assumindo essa luta que é de todos, ou pelo menos da maior parte dos filhos do oeste paraense, pois assim como você, muitos filhos desta região que também são eternamente gratos a está patria mãe chamado Pará; que é mãe ; do Amazônas , Amapá ; avô de Roraima. Já sofreram está dor que vem da alma; mas hoje concerteza! só que também numa ordem inversa, deve estar sentindo a mesma dor de um filho que precisa partir para caminhar com as proprias pernas . Quanto oas laços culturais , esses já estão difundidos e eternamente enrraigados em nossos corações e a demais o campo da cultura transcende qualquer outro do sentimento humano. pelo fato de mexer com a criação e a vaidade de cada um de nós. E nesse campo aí você pra mim e uma das figuras mais importante neste municipio que conheço desde 74 e aprendi a amar exatamente pela sua importancia literária que diga -se de passagem o nosso Pará não sei porque até hoje não faz questão de dizer pro Brasil, que dois dos três principais criadores da academia Brasileira de letras são OBIDENSES. Tem mais deveriam estar presente na grade curricular deste estado ; e isso já deve ser pensado pro futuro estado. Eu digo aquí seja lá qual for. "tapajos" "Oeste pará" isso é uma discurssão posterior. Mas o seu retorno a cidade de obidos justficou a sua triste saida, do seu belíssimo presépio natural. Te reencontrei a frente da secrétaria de cultura muito embora por pouco tempo o que pra mim foi lamentavél, mais foi o suficiente pra revitalização do grande carnaval que até os dias de hoje é um dos pricipais eventos da nossa região, e que é responsavél por um dos pricipais momentos de entrada de divisa desse municipio, criou o festival do jaraquí, não sei se é você que ainda está a frente da associação cultural deste municipio, mais sei e reconheço com todas as letras que você é uma das pessoas mais comprometidas com as ações culturais e divulgação das histórias deste lugar.Por fim meu parceiro, vamos lutar por este futuro não só dos nossos filhos, mais de todos dessa região oprimida e que tem um potencial de crescimento fantástico, dando dias melhores pra nossa gente. Ah! quando tiver que responder para alguém daquela forma , não precisa mandar aquele lugar ;lembra qual é a puta que está quase pra nos parir ,e que nós gostamos muito, e cuidado que ela pode dizer assim vem que tú vais saber o que é FUNDURA e LARGURA. um forte abraço. GUITA.
Data / Hora:
28/11/2011 06:19:15
Nome:
João Canto
E-mail:
jjfcanto@gmail.com
Cidade:
Belém - Pará
Comentário:
É companheiro Jorge, assim como você eu e meus irmão e muitos outros conterrâneos viveram a mesma saga. Independente de números de um lado ou de outro o fato é que nossa região tem que ser olhada com amais carinho. São 314 anos (Fundação de Óbidos) de abandono sem nenhuma estrada asfaltada na região da Calha Norte, sem falar na educação que muito bem você coloca. Isso não é descaso é esquecimento mesmo!

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