
Hélcio Amaral
Nas crônicas narradas sobre a conquista da Amazônia, informam que o território amazônico era densamente habitado por nativos que se dividiam em nações formadas por tribos que falavam a mesma língua, tinham os mesmos hábitos e por isto caracterizavam uma cultura própria, sendo os TAPAJÓ uma das mais destacadas nações onde a feitiçaria fazia parte dessa cultura.
Os colonizadores desrespeitaram esse milenar povo, massacrando sua gente, obrigando-renegar sua fé, e obrigando-os a acreditar em um Deus que eles nunca entenderam, pois, seu desenvolvimento mental não os deixava entenderem como poderia ser possível existir três pessoas em uma só (a Santíssima Trindade).
Os poucos sobreviventes assistiram um quase extermínio de seu povo e sua cultura, obrigando-os a aceitação de novos hábitos; fizeram uma nova divizão política- administrativa, dentro da conveniência governamental, mas, os remanescentes conservaram o sentimento de um dia fazer renascer sua nação e ainda preservaram a cultura da feitiçaria com que eliminam os malefícios ou punem os malfeitores desses atos, cultura preservada na comunidade de Faro, onde dizem existir pós-graduação de feitiçaria.
Coincidência ou não, muitos dos que se posicionaram publicamente contra o renascimento do sonhado ESTADO DO TAPÁJÓS, foram exemplarmente punidos como se o espírito dos Tapajó tenha sido vingado com a força dos feiticeiros de Faro.
Veja só o que aconteceu com o jogador GANÇO do Santos na partida contra o Barcelona na final do Mundial de times e mais recentemente a derrota da senadora MARINOR BRITO.
Tenham certeza os opositores: nossa luta vai continuar pelo direito de renascer.
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