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Alter do Chão um paraíso na Amazônia

Os rios da Amazônia obedecem a um fenômeno da natureza que chamamos de vazante (seca) e de cheia. Na cheia os rios atingem o seu mais alto nível em volume de Água, geralmente nos meses de junho e julho. A vazante, ao contrário, atinge seu nível mais baixo, isso acontece nos meses de setembro e outubro. É na vazante que centenas de praias aparecem nos rios da Amazônia.

Uma das praias mais fantástica que surgem nesse período é a de Alter do Chão. Apelidada pelos nativos de Caribe brasileiro , ela dá aos visitantes o gostinho de ter encontrado o paraíso perdido.

Alter do Chão é uma vila de pescadores com pouco mais de 6.000 habitantes e está localizada na margem esquerda do rio Tapajós, a cerca de 32 km de Santarém, mas é na época de seca, que ela ganha todas as atenções. O nível da água chega a baixar dez metros, o que proporciona o surgimento de muitas praias por toda a margem do Tapajós. As condições são convidativas: chove pouco, a temperatura média é de 25C.

Como boa parte das vilas e cidades paraenses, Alter do Chão, carrega no nome a influência portuguesa. O vilarejo conheceu dias prósperos, quando foi entreposto de abastecimento de lenha das embarcações que faziam a viagem Belém-Manaus, e no pós-guerra, com o desenvolvimento trazido pela exploração da borracha por Henry Ford. Quando a indústria fordista passou a comprar borracha asiática, na década de 70, a região estagnou. Agora, tenta retomar o crescimento incentivando o turismo.

A vila de Alter do Chão representa o mais famoso balneário do município de Santarém. É a mais procurada da região e parada obrigatória na rota de cruzeiros estrangeiros. Uma das curiosidades do lugar é o lago verde, cujas águas mudam de cor durante o dia, de azul para verde.

Anualmente, em setembro, acontece a Festa do Sairé, uma manifestação folclórica e religiosa que dura oito dias. São dezenas de apresentações de dança e música de nomes regionais como: camelu, desfeiteira, lundu, valsa da ponta do lenço, marambiré, quadrilha, cruzador tupi, macucauá, cecuiara e muitas outras. Durante o Sairé tem a disputa do Boto Cor de Rosa e o Boto Tucuxi.

Por João Canto

Fotos de João Canto, Alacid Canto, 
Wilson Florenzano e Adriano Sousa

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