Esta lenda tem sua origem no boto-cor-de-rosa, um mamífero muito semelhante ao golfinho, que habita a bacia do rio Amazonas, e também pode ser encontrado em países, tais como: Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela. As diferenças básicas são as seguintes: o golfinho vive no mar, e o boto vive em água doce, o golfinho tem cor acinzentada e o boto pode ser acinzentado, preto ou possuir cor avermelhada.

Às margens do Rio Amazonas, mas precisamente nas proximidades do Lago Pauxis, mais conhecido como Laguinho, habitava a tribo dos índios Pauxis onde tinha como líder a Índia Guerreira Tainara, a índia mais bela da tribo.

Certa vez, há muito tempo atrás, num lugar muito distante onde só havia os verdadeiros brasileiros habitando o Brasil, e ali por muito tempo permaneceram até que com a colonização apareceram os homens brancos, que a todo custo queriam dominar as riquezas do país e, sem escrúpulos, iam se embrenhando e dominando os habitantes que ali viviam.

Conta-se de um rapaz obidense, que como todos os rapazes gostavam de fazer serenatas durante as horas tardias da noite. E como naquela época, poucas ruas eram iluminadas, para as serestas escolhia as noites enluaradas, para com outros da sua turma saírem para essa distração.

O mais valente dos homens da Amazônia respeita os mistérios e os habitantes de uma densa floresta. Um pequeno inseto, um animal feroz, ou a lembrança de uma entidade sobrenatural arrepia os cabelos, quando estamos isolados numa selva.

Conta os mais idosos em suas cadeiras de balanços, um fato que marcou a memória dos Obidenses no final da década de 30. O amor marcado pela tragédia, a fatalidade de uma notícia que circundava pelas ruas estreitas da cidade.

Os pássaros parecem voar com mais alegria; o verde cativante emoldura um bordado de águas mágicas; o céu reflete um azul misterioso, dando intenso brilho num cenário único e encantador. Assim vejo a foz do Rio Nhamundá na Amazônia.
No mundo lendário da Amazônia, o Mapinguari é considerado um monstro assustador. Diz a lenda, que os velhos índios e pajés amaldiçoados, eram desprezados das suas tribos, vindos a vagarem pelas selvas, aterrorizando principalmente caçadores e garimpeiros.
Certa vez, um lendário Boto resolveu dançar numa festa lá pras bandas do Imperial, próximo ao Paraná de Baixo, no Município de Óbidos. Lá estando com seu terno branco e chapéu na cabeça, se aproximou de uma linda moça que estava debruçada no parapeito da casa, e perguntou-lhe:

Há décadas atrás, existiu na cidade de Óbidos um prostíbulo denominado “Laguna Azul”, de propriedade do senhor Artimija, situado à margem direita do lago Pauxís - popular Laguinho, em cuja cabeceira, havia um balneário de águas profundas e límpidas, chamado: Veia, o qual fora poluído, devastado, pelas serrarias localizadas nas proximidades.

Carlos Antônio
Neste mundão da Amazônia, o homem vive enfiado entre matas, rios, lagos, pássaros e animais ferozes. É um mundo misterioso, místico e lendário. O amanhecer retalha a floresta, com raios de sol, penetrando tal como espadas luzentes, encantando o mais rude ser humano nativo do lugar.
O obidense sempre esteve muito próximo e dependente das nossas matas. O extrativismo, a mais antiga atividade humana, força nosso povo a pesquisar e sobreviver da fauna e flora da nossa rica região. A coleta dos produtos naturais, sementes, raízes, óleos, folhas, frutos; a caça e a pesca, até hoje são atividades de sobrevivência do povo fivela.
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