
Conta os mais idosos em suas cadeiras de balanços, um fato que marcou a memória dos Obidenses no final da década de 30. O amor marcado pela tragédia, a fatalidade de uma notícia que circundava pelas ruas estreitas da cidade.
No mundo lendário da Amazônia, o Mapinguari é considerado um monstro assustador. Diz a lenda, que os velhos índios e pajés amaldiçoados, eram desprezados das suas tribos, vindos a vagarem pelas selvas, aterrorizando principalmente caçadores e garimpeiros.

O mais valente dos homens da Amazônia respeita os mistérios e os habitantes de uma densa floresta. Um pequeno inseto, um animal feroz, ou a lembrança de uma entidade sobrenatural arrepia os cabelos, quando estamos isolados numa selva.

Há décadas atrás, existiu na cidade de Óbidos um prostíbulo denominado “Laguna Azul”, de propriedade do senhor Artimija, situado à margem direita do lago Pauxís - popular Laguinho, em cuja cabeceira, havia um balneário de águas profundas e límpidas, chamado: Veia, o qual fora poluído, devastado, pelas serrarias localizadas nas proximidades.

Os pássaros parecem voar com mais alegria; o verde cativante emoldura um bordado de águas mágicas; o céu reflete um azul misterioso, dando intenso brilho num cenário único e encantador. Assim vejo a foz do Rio Nhamundá na Amazônia.
O obidense sempre esteve muito próximo e dependente das nossas matas. O extrativismo, a mais antiga atividade humana, força nosso povo a pesquisar e sobreviver da fauna e flora da nossa rica região. A coleta dos produtos naturais, sementes, raízes, óleos, folhas, frutos; a caça e a pesca, até hoje são atividades de sobrevivência do povo fivela.
Certa vez, um lendário Boto resolveu dançar numa festa lá pras bandas do Imperial, próximo ao Paraná de Baixo, no Município de Óbidos. Lá estando com seu terno branco e chapéu na cabeça, se aproximou de uma linda moça que estava debruçada no parapeito da casa, e perguntou-lhe:

Certa vez, há muito tempo atrás, num lugar muito distante onde só havia os verdadeiros brasileiros habitando o Brasil, e ali por muito tempo permaneceram até que com a colonização apareceram os homens brancos, que a todo custo queriam dominar as riquezas do país e, sem escrúpulos, iam se embrenhando e dominando os habitantes que ali viviam.

Carlos Antônio
Neste mundão da Amazônia, o homem vive enfiado entre matas, rios, lagos, pássaros e animais ferozes. É um mundo misterioso, místico e lendário. O amanhecer retalha a floresta, com raios de sol, penetrando tal como espadas luzentes, encantando o mais rude ser humano nativo do lugar.
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