No texto que me propus a escrever, talvez alguém sinta falta de menção aos dias excepcionalmente festivos como os do mês de julho, quando o número de frequentadores do local simplesmente infla e o cenário ganha luzes, sons e movimentos peculiares. Antecipo que a omissão foi proposital, até porque, de tão rico e palpitante, o tema merece tratamento específico que, penso eu, poderia ser mais bem explorado em outra ocasião. A intenção foi retratar o ambiente em períodos considerados comuns, com ênfase para o comportamento rotineiro da população.
Quem não tomou banho no porto de cima de Óbidos e não brincou na “Cabeça do Padre”?
Óbidos é uma das cidades mais antigas do Pará, este ano completou 315 anos de fundação. Foi povoada por índios, os Pauxis, negros e europeus. Essa mistura fez com que o povo obidense desenvolvesse uma base cultural e patrimonial muito diversificada, como também a sua economia, que foi bastante significativa nos meados dos séculos XIX e XX, principalmente pela exportação de produtos como a castanha e a juta.
Esse era o nome do antigo estádio de futebol, que havia em frente ao Quartel General Gurjão da cidade de Óbidos. Foi palco de grandes decisões futebolísticas, tanto municipais, intermunicipais e amistosos, assim como desfiles militares e alunos dos colégios de nossa cidade.
A História dos Municípios do Pará, do jornalista e acadêmico Carlos Rocque, fixa o remoto ano de 1697 como a mais recuada memória que existe sobre Óbidos, ano em que o então Governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho ordenou a construção de um Forte visando dominar a "estreita" passagem do Amazonas (cerca de 2.000 metros de largura) e consolidar o domínio português naquela importante rota da navegação fluvial, através da qual é possível atingir Iquitos no Perú e daí os contrafortes da Cordilheira dos Andes.
Sem duvida esse é um dos logradouros municipais mais bonitos do Pará. Projeto do arquiteto Dr. José Sidrin. A pedra fundamental deu-se em 04 de novembro de 1925, tinha como mestre de obra o Sr. Francisco José Marques. Sua inauguração aconteceu em 08 de dezembro de 1926, era governador do Pará Dr. Dioniso Bentes e na administração municipal o intendente Dr.Augusto Corrêa Pinto, que esteve í frente da Prefeitura Municipal de Óbidos, durante doze anos, nomeado pelo governador do Estado do Pará da época. No ornamento de sua fachada são bossagens (parte da construção que ressai do prumo). Na parte interior do Mercado, há cerca de 20 boxes, destinado ao retalho de carnes e vísceras e outros para vendas de alimentação e pequenos comércios.
Depois de escrever sobre o Mercado Municipal de Óbidos, senti a necessidade de escrever sobre O Curro (moradia de escravos, local onde os touros ficam antes e após as corridas), que era como chamávamos o Matadouro Municipal. Ficava localizado na Rua Justo Chermont, entre as Travs. Dr.Machado e a Pauxis, hoje cedeu lugar a um depósito da empresa dos herdeiros Viúva Marcos Belicha.
Dia 02 de outubro é aniversário de Óbidos, para homenagear a data, a partir de hoje, estaremos publicando alguns textos de autores obidenses, sobre Óbidos. Iniciaremos com o texto de Dino Priante, "Como era Óbidos Sem Carro". Veja..
Não há palavras para te descrever Ó Querida Óbidos, tu és encantadora, a Majestosa Sentinela do norte. Todos que passam por Ti se atraem com suas belezas naturais e culturais. Tudo em ti fascina como muitos dizem: “Quem conhece nunca esquece!”.

“Retratos e fatos da literatura obidense” foi o texto escrito por Célio Simões para o I FECIMA que aconteceu em Óbidos nos dia 20 e 21 de julho, do qual membros da AALO participaram de uma mesa redonda, cujo o tema foi: “Retratos e fatos da literatura obidense”.

Óbidos completa no dia 2 de outubro, 315 anos, e não temos muito o que comemorar com referência a preservação, conservação e restauração do patrimônio arquitetônico, cultural e histórico de nossa cidade.

As três maiores enchentes do Rio Amazonas, segundo a Agência Nacional das Aguas – ANA, que monitora o nível das águas da Bacia Amazônica desde 1902, foram a de 1953, 2009 e atualmente a de 2012. Esta que estamos vivenciando, acompanhando e informando as dificuldades que os ribeirinhos estão vivendo, poderá se transformar na maior enchente dos últimos 110 anos.
Um dos mais significativos movimentos da Óbidos do meu tempo era a mobilização de trabalhadores, na maioria braçais, para o serviço de demarcação dos limites da extensa fronteira que separa o Brasil da Venezuela.

Esta é uma pequena homenagem do Site Chupaosso à cidade de Óbidos que completa neste domingo (2) 314 anos de fundação e durantes todos estes anos, apesar das dificuldades enfrentadas, continua fascinando seus filhos e as pessoas que por lá passam, seja a passeio ou a trabalho.
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