Conheça a história da Praça de Sant Ana ou Praça Barão do Rio Branco, antigo Largo da Cadeia
Logradouro público de grande referencial histórico, para a cidade de Óbidos, seu surgimento aconteceu no ano de 1758, por iniciativa do Governo da Província do Grão-Pará, Mendonça Furtado, que a criou com a finalidade de nela levantar um “pelourinho”.
O antigo mercado de Óbidos, situava-se na rua Dr. Figueroa, hoje Siqueira Campos. O prédio era de madeira de lei, construído pelo coronel Joaquim Rodrigues Bentes, no ano de 1891, quando foi eleito o primeiro Prefeito de Óbidos, após a aprovação da primeira Constituição Republicana do Brasil. Nessa época, não existia o muro de arrimo na frente da cidade e as canoas encostavam à sua porta, para desembarca os produtos consumidos diariamente pela população, como: peixe, carne, frutas, potes de barro, paneiros, etc.
Casa que pertence aos familiares do líder revolucionário Pedro Pomar que, segundo alguns parentes, nela morou, quando menino, em companhia de sua mãe. Assim, esta residência está intimamente ligada à vida desse homem de militância tão expressiva na História política do Brasil.
Esse prédio situado na parte mais elevada da cidade, em relação às demais áreas que formam o sítio urbano de Óbidos, foi construído em 1886, em estilo eclético, bem a gosto europeu, para servir de residência à família de Vicente Augusto Figueiredo, um grande fazendeiro, filho de imigrantes italianos, chegado a Óbidos em meados do século XIX. A corrente imigratória para Óbidos se intensificou no começo do século, instalando-se na zona lacustre, onde muitos se tornaram grandes fazendeiros.

Em reparação a um sacrilégio cometido na Igreja Matriz, provavelmente no ano de 1800, foi construída pela população Obidense, a Capela do Bom Jesus, ou do “Desagravo”, no topo de uma colina que avançava para o interior do Rio Amazonas, atrás da Cadeia Publica.
A informação que se tem do primeiro local onde funcionou a “Agência do Correio Municipal”, é a de que foi em um prédio situado na rua Deputado Raimundo Chaves, esquina com a rua Eloy Simões, em frente ao Bar Andrade, em prédio já demolido, tendo hoje, em seu lugar, o escritório do DETRAN.

Prédio térreo de esquina, construído no “Largo de Sant’Ana”, ou “Largo da Cadeia”, provavelmente no final do século XVIII e início do século XIX, em pedra e barro, para uso residencial e comercial. Na construção original, a fachada tinha apenas portas, sendo posteriormente, cinco dessas portas transformadas em janelas.

Este é um dos prédios residenciais do “Largo de Sant’Ana” ou “Largo da Cadeia”, construído no final do século XIX, tendo como primeiros moradores a família Bentes de Matos.

Reconhecida a insuficiência da antiga Fortaleza de Óbidos, surgiram várias idéias para sua remodelação. Depois de demorados estudos, em 1906, foi nomeada uma comissão, chefiada pelo então Major engenheiro Manoel Luiz de Melo Nunes, para tratar da Defesa Geral do Rio Amazonas.
Localizada na Praça Barão do Rio Branco, antiga Praça de Sant’Ana, e depois, Largo da Cadeia, o prédio onde funcionou a antiga ”Cadeia Pública” e a antiga “Biblioteca Pública”, defini-se como uma obra de arquitetura eclética. Trata-se de um prédio de caráter oficial, visto que sua construção, foi implementada por iniciativa do Poder Público.
Este Quartel foi projetado pela Comissão da Vila Militar da capital federal, sendo construído em terreno próprio, um pouco abaixo da Fortaleza de Óbidos, por conta do Governo Federal, na Praça do Bom Jesus.
No século XVIII, foi construída a primeira igreja de Óbidos, a Matriz de Sant’Ana, com a mesma técnica das demais edificações existentes na Aldeia Pauxis, erigida com material da região, folhas de palmeira para cobertura e barro para as paredes (taipa-de-pilão).

A conquista da Amazônia pela Coroa Portuguesa, no período colonial, século XVII, foi firmada através de uma política de defesa e garantia de ocupação desse território, uma vez que o Império Lusitano estava ameaçado de perder o domínio desta região, já que povos estrangeiros, como ingleses, holandeses e franceses, dentre outros, tinham estabelecido bases comerciais nesses territórios nas últimas décadas do século XVI. Dentro dessa política de defesa e garantia, surgiu o “Forte Pauxis”, atualmente conhecido como “Forte de Óbidos”, um dos primeiros estabelecidos pelos portugueses na região amazônica.
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