"Porto de Cima" é a nova poesia de Deolindo Albuquerque (Caiçara)
PORTO DE CIMA
Porto de cima, vaidoso e serene
Ondas, marés em tuas praias a roçar
Remos, canoas e barcos
Trazendo os caboclos do lado de lá
Orgulho é ter-te com a tua pureza
Das tuas barreiras um show muito bacana
Espetáculo a parte da mãe natureza
Cantam e voam andorinhas e arirambas.
Impressionas o porto nas tardes ensolaradas
Misticismo, talvez, é o teu por do sol
Amazonas e horizonte, perfeitos namorados a sorrir para nós.

PRAÇA DO Ó
Praça do ó, és espelho ou paisagem
Ricas e belas visões, tu tens de nossa terra
Antigo quartel, mas que linda imagem
Çomo é maravilhosa a vista lá da serra.
Amazonas ao fundo passando tão lindo
Fico alegre em ver as garças lá no paturi
Revoando e cantando a beira do laguinho
És pracinha um orgulho do povo daqui.
Impressionas também pros lados do poente
Rindo estão o seminário e a antiga capela
Outro ponto é a caixa d´água bem em tua frente
Gosto de ver a torre bem alta e tão bela
Estudantes a marcar os bingos e rifões
Reunindo os casais sempre apaixonados
Importantes conversas e opiniões
Ontem, hoje, amanhã serás sempre amada.

CURUÇAMBÁ
Igarapé, límpidas águas correntes
Gentil fonte natural
Amado por tua gente
Reinas firme e sem rival.
A natureza te fez lindo
Para o homem te contemplar
Estarás sempre sorrindo
Com escuridão ou luar
Unidos todo teu povo
Risonho a te preservar.
Urgente agora e sempre
Çontigo possa contar
Ambiente hospitaleiro
Me sinto honrado em te ter
Balneário és por inteiro
Amado bom de se ver.

Festival do jaraqui és tradição da cidade
Esperança e grande fartura, representas para nós
Sentinelas em comunhão e boa hospitalidade
Turistas muito bem vindos, crianças e até vovós
Importância tu já tens no contexto cultural
Valor sempre tu terás, já faz parte de nossa história
Amazonas é o teu palco, lindo e sempre divinal
Lazer, festa és culto certo, do lugar tu serás glória.
Danças folclores e jogos, apresentações culturais
O teu povo e os visitantes sempre a te prestigiar
Jaraqui ao escabeche, assado, cozido e mais
A música e as poesias, a tradição do lugar.
Ricas e belas paisagens, dos pintores obidenses
As candidatas a rainha, abrilhantando a festa
Quisera eu poder falar, contar tudo o que acontece
Unidos a padroeira, vamos fazer uma prece
Importante é o que continua, melhor é o que permanece

Antigos e autênticos casarões
Naturais, lindos, tão belos
Tantas casas, comércios ou mansões
Impressionantes, parecem castelos
Gostoso é tê-los, sempre
Ostentam historias sublime
São heranças dos nossos ancestrais
Casarões, os queremos bem firmes
Ao estilo colonial fostes erguidos
São dos imigrantes um segredo
Amanhã não queremos os seus gritos
Reinarão se, preservados, sem medo.
Õbra prima de um povo guerreiro
És passado é presente um futuro altaneiro
Sempre os preservaremos és amor verdadeiro.

Serra tu tens segredos tão belos e fortes
Escama és bela mesmo assim como estás
Resguardastes bem firme o sul e o norte
Reinastes por nós, defendestes o Pará.
A Amazônia se curva diante de ti
Dos canhões armistrongs chamados vovós
Assustastes quem tentou nossa terra invadir
Entre outros rivais até os espanhóis.
Serra hoje o teu grito é um forte clamor
Como quem agoniza a socorro querer
Amigos obidenses que falta de amor
Meus irmãos, não deixemos essa serra morrer
Amanhã os nossos filhos também a querem ter.

Semblante lindo e perfeito
Escultura divinal
Cultura, és por direito
Resguardas um memorial
Exércitos e generais
Traçaram rumos aqui
A outrora, a tempos atrás
Reinastes firme e viril.
Impressionas a quem já te viu
Angustias a quem não te vê.
Dentre as demais maravilhas
É um privilégio te ter.
Casa. Palácio. Quartel
Único exclusivo um castelo
Lindo como as estrelas no céu
Tanta beleza, és tão belo.
Útil, estais recuperado,
Risonho lembras um passado,
Altaneiro forte és amado

CABEÇA DO PADRE
Cabeça do padre, que nome matreiro
Amazonas corrente passando a teus pés
Bonito e formoso correndo ligeiro
Estou a perguntar-te me digas quem és.
Cabeça do padre és lenda ou verdade
A mor, devoção, por ti temos respeito
Das diversas histórias de nossa cidade
Ostentadas por nós, tu tens esse direito.
Pareces tão firme, resistes ao tempo
A outrora tu eras símbolo, lenda ou paixão
Das noites estreladas e nas madrugadas
Refletes um semblante até na escuridão
És fábula és lenda, és poesia, és canção.

LAGO DO GERETEPAUA
Lago, lagoa vida és muito belo
Amigo perfeito és todo tão lindo
Gostoso e Ter-te charmoso e singelo
Orgulha-nos muito em ver-te sorrindo.
Das inúmeras vidas existentes em ti
O murerú e a vitória-régia
Jacarés lindos pássaros e jaraquis
Esbanjas com orgulho vidas tão diversas:
Rara fonte natural, és ecologia
É lindo e gostoso ver o teu semblante
Tu guardas com certeza segredos e magias
Estar bem preservado é muito importante.
Propriedade tu és agora por direito
Assim como estas é vistoso e bonito
Unidos hoje e sempre te queremos perfeito
Amanhã não queremos, ouvir o teu grito.

Carnaval, festa popular, cultura e emoção
Aonde o povo extravasa e leva toda a família
Ricos, pobres todos juntos, com a mesma disposição
Não se sentem diferentes, brincam juntos em harmonia.
A cidade fica cheia, vem muita gente de fora
Pauxinaras muito eufóricos e muita hospitalidade
A juventude as crianças, gente do tempo de outrora
União, paz e amor, é o forte da cidade.
X(chuva) vente ou escureça, anoiteça ou faça sol
Importante é pular muito e jamais ficar a sóis
Seja mais um venha para a festa, do mascarado fobó
JOSÉ DEOLINDO ALBUQUERQUE DA SILVA. Nascido em 14 de fevereiro de 1958, filho de José Canto da Silva e Maria do Socorro Albuquerque da Silva.

O quarto filho de uma família de nove irmãos, natural de Óbidos no estado do Pará. Católico não de estar todos os dias ou domingos na igreja, pois em sua opinião, se dizer católico ou seguidor de qualquer outra religião, não contaria pelas tantas vezes que você vai à igreja e sim pelas vezes que você coloca em prática os ensinamentos da lei de Deus. Cursou o segundo grau em uma das turmas que em janeiro de 1983 recebeu o diploma no curso de administração.
Durante a sua vida de estudante já gostava de escrever e quando se apaixonou pela pessoa que hoje é sua esposa, escreveu em um cartão um pensamento que dizia assim: “Marília, você é a flor que eu preciso para tela comigo no jardim do meu coração, quero poder colher as suas pétalas eternamente, na primavera infinita do nosso amor” . Depois já de casados escreveu dois pensamentos em acrósticos com o nome das suas filhas, Flávia Mousinho da Silva e Márjolin Mousinho da Silva.
Em 2003, escreveu uma biografia do meu saudoso pai que faleceu em Setembro de 2000, e junto com a biografia escreveu algumas “presepadas” dele, muito conhecidas pelos os obidenses, como: O Homem de Fibra. O Carrinho de Mão, Plainada Brasileira, Piranhas Buxudas, Paulada Escabriativa, as quais foram divulgadas em Óbidos para alguns amigos.
Em junho de 2004, ano do Sesquicentenário, Caissara sentiu a necessidade de escrever sobre Óbidos, como diz ele, “ minha terra tão amada”, então escreveu poesias que falam de pontos históricos e culturais. Escreveu como uma forma de demonstrar a sua gratidão e o seu amor a terra que lhe serviu de berço e que não tem vergonha e nem canso de dizer sempre, “Óbidos eu te amo e te amarei eternamente”.
José Deolindo Albuquerque da Silva ( Caiçara ) ( Óbidos – Pá – Brasil )
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Data / Hora:
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12/11/2012 05:45:16
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Nome:
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Igor Moraes Macêdo
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E-mail:
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igordao_14@hotmail.com
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Cidade:
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Manuas-Am
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Comentário:
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Como é bom ler as poesias do meu querido padrinho,todos as vezes quando entro na página do site de Óbidos...Mas quero também parabenizalo ele pelas essas lindas palavras que na qual escreveu falando sobre a nossa querida cidade chamada ÓBIDOS na qual se localiza no estado do PARÁ, e dizer tambem que ele não é apenas um POETA mas sim um irmão muito GUERREIRO para mim.fico feliz por essas poesias lindas e maravilhosas...
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Data / Hora:
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29/02/2012 01:33:31
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Nome:
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João Mário Albuquerque da Silva
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E-mail:
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joao.silva2@hotmail.com.br
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Cidade:
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Manaus
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Comentário:
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Mano que bom ver suas poesias aqui, pelo menos divulga-se seu trabalho e principalmente seu grande amor por "nosso torrão" como sugere o hino de nossa cidade...Que você continue a compôr seus belos acróstes.
Abraços os obidenses e que Deus os abençoe sempre
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Data / Hora:
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22/02/2012 07:14:37
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Nome:
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Fernando Sousa
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E-mail:
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f.sousa1000@uol.com.br
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Cidade:
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Belém
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Comentário:
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"Que boa verve tens para cantar as nossas coisas. Tens veia no acrosticar e contar com pouco, o muito, na dimensão que nossa história de valores bem merece como no "O Antigo Quartel", com realce à frase "Resguardas um memorial". Meus cumprimentos.
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Data / Hora:
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15/12/2011 02:43:58
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Nome:
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Ary Ferreira
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E-mail:
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aryferreira2010@hotmail.com
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Cidade:
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Belém-Pará
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Comentário:
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Amigo Caiçara,
Sempre escrevendo as nossas raízes com tons e formas poéticas. Sua obra nos engrandece...
Grande Abraço!
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Data / Hora:
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16/10/2011 03:11:05
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Nome:
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Dino Priante
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E-mail:
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dinopriante@ibest.com.br
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Cidade:
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Belém
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Comentário:
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Caiçara é um daqueles poetas nato.Tive a oportunidade de ler varias obras suas, sempre sobre nossa cidade Presépio.
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